Rainha de Xadrez
Agosto 28, 2007

Um trono de rosas murchas
Um lugar espinhoso e inóspito
Um véu, negro e transparente ao mesmo tempo
Uma máscara sem face.
A Rainha sem nome,
Não amava,
Não sentia sequer…
Como uma pedra que fora por lá colocada
Por obra de uma entidade qualquer.
Não havia perfume na sua alma vazia,
Nem sequer fragrância,
Não havia coração ou arrepio,
Apenas desejo, paixão e ânsia.
No seu tabuleiro de peças mármore
O seu corpo quente mantia,
A mente rodopiava no vazio
Decidindo qual cavaleiro a si pertencia.
Mas por vaga obra do destino
A Rainha fora atraiçoada
E no coração e no fervor do desatino
A máscara fora-lhe retirada.
Quão vil cavaleiro seria
Que armadilha sublime preparava
Fazera Xeque-mate na Rainha
E o Rei porèm lá ficava.
Por: Lvthien
Vermelho
Agosto 5, 2007

Parara o tempo sem contagem
Nas mãos submissas o fervor
Qual passagem sem paragem
No teu corpo o esplendor.
Mas te querer e não poder
Sucumbindo paixão ofegante
Na respiração, o gemido triunfante
De entre meus seios te perder.
A dança espiralada,
Escarlate na seda e no linho
No teu corpo desatino
Na tua boca me dou enlouquecer
E no veludo somente rosas
Quais espinhos me rasgando
Na carne me penetrando
Pela sede tua me dou a beber.
Por: Lvthien