Presos em Nós
Outubro 16, 2008

Porque nos perdemos,
Somente no reflexo de nós mesmos
Cegando e vendando,
As nossas almas na clausura dos medos.
Um silêncio devastando vaidades,
Cativa o nosso ego em retalhos de vidro,
Quebrados apreendidos
Nas profundezas dos perdidos.
Porque nos aprisionamos por própria vontade
Nas teias do egoísmo,
Que nos consome a sangue frio,
Alimentando o egocentrismo.
E nas profundezas dum espelho
Enclausurados somos de nós mesmos,
E na nostalgia dos pensamentos,
Sofremos porque queremos.
Por: Luthien
No teu tronco
Outubro 15, 2008

Debaixo da tua árvore canto,
No recanto do teu tronco penso,
Na maciez da erva te procuro,
Entre galhos robustos te encontro.
Me lavo nas minhas lágrimas,
Na sede do teu toque,
Na profundeza das tuas palavras,
Leva-me, pare que te encontre na alvorada.
Na leveza das tuas folhas
Entre sombras oscilantes de verde,
Onde cardinais vibram em cantos
Quais corpos frescos de dédalo!
Meu mestre ancestral,
Procura-me novamente na alma
entre troncos auspícios e brumas de rio,
Naqueles que te perdes,
Naqueles que me sacio…
E no saciar do teu espírito
Lírios esvoaçam com o vento,
Enquanto o meu corpo nu e leve
Se esculpe no tronco teu.
Sei somente amor,
Que um dia virás de novo
Veloz e majestoso
Embalar-me em galhos
E amar-me de novo.
Por: Lvthien
Espírito Livre
Outubro 9, 2008

Voa
Como um pássaro ao vento,
Entre os céus do pensamento,
Como um grão de areia,
Que pela terra vagueia.
Voa
Sem olhar para a ruína,
Que nos crava e desatina,
Assim consiste a tua essência
Irmã da morte e da dolência.
Voa
Sonhando com o simples despertar,
Duma geração com honra a alcançar,
Com passado omnipotente,
De outros que como tu foram gente.
Voa
Sobre rios e arvoredos,
Sem nunca se render aos medos,
Meditando sobre o conhecimento,
Da terra, do mar, do fogo e do vento.
Voa
Somente pela busca do tentar,
O som estridente da Liberdade vozear,
Em verdes prados ao relento,
Cala-se a voz mas nunca o pensamento!
Por: Lvthien